É difícil precisar quando nasceu o conceito do Business Intelligence (BI). A ideia de extrair, cruzar e gerar dados para o processo de tomada de decisões é bastante antiga. Alguns estudiosos apontam, inclusive, práticas de povos antigos como os persas, egípcios e fenícios como o embrião - ainda bem primitivo - do conceito. Esses povos cruzavam informações sobre a maré, temperatura e cheias dos rios, por exemplo, para obter melhores resultados.

Porém, a definição mais próxima da que usamos hoje veio com o pesquisador da IBM Hans Peter Luhn, em 1958. Ao longo dos anos 60 e 70 foram criadas diversas empresas de pesquisa nesta área, assim como surgiram uma série de estudiosos, mas o boom do BI aconteceu mesmo a partir da década de 80 e está diretamente ligado ao desenvolvimento da gestão de tecnologia da informação.

Até o final dos anos 80 ainda era difícil para o usuário final trabalhar com um banco de dados. O registro de informações, seu processamento e geração de relatórios não eram processos intuitivos e precisavam de uma grande quantidade de funcionários com conhecimentos específicos, muitas vezes sobre programação. A capacidade de armazenamento de dados também era mínima comparada aos dias atuais.

Hoje, a capacidade de processamento e armazenamento dos datawarehouses é infinitamente maior e muito mais barata. A criação de layouts mais intuitivos também diminuiu a dependência de conhecimento específico para registrar informações e gerar relatórios. A informação está muito mais próxima (e de maneira mais rápida) do usuário final.

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A organização antes do BI

O modelo tradicional de registro e processamento de dados dentro de uma empresa traz um grande problema: a informação chega tarde demais. Perde-se muito tempo em reunir os dados de cada uma das áreas da organização e, posteriormente, criar os relatórios com base nestes dados. Cada área realiza registros em uma ferramenta  e formato próprios, o que dificulta todo o processo, desde a captação destes dados até sua consolidação.

Depois, ainda vem a apresentação destas informações para  trazer oportunidades, problemas e soluções para a empresa. Por mais que os relatórios sejam produzidos de uma maneira útil ao processo de tomada de decisões do executivo, eles não fornecem informação em tempo real.

O modelo tradicional de registro e processamento de dados dentro de uma empresa traz um grande problema: a informação chega tarde demais. Perde-se muito tempo em reunir os dados de cada uma das áreas da organização e, posteriormente, criar os relatórios com base nestes dados. Cada área realiza registros em uma ferramenta  e formato próprios, o que dificulta todo o processo, desde a captação destes dados até sua consolidação.

Por isso, o processo de tomada de decisões acaba sendo feito de uma maneira quase intuitiva, com base na experiência e visão de mercado do executivo. Falta informação para tornar o processo mais preciso e, consequentemente, com maior chance de sucesso.

Uma nova forma de tomar decisões

Atualmente, existe o Data Discovery, conceito de ferramenta que permite que qualquer usuário crie seu próprio dashboard e analise as informações de seu interesse. A grande vantagem disso é que este novo modelo de BI dá liberdade de acesso, é fácil e rápido de manusear e é colaborativo, ou seja, várias pessoas podem atualizar dados e cruzar as informações, sem necessidade da intervenção da TI.

No caso de elaboração de relatórios, por exemplo, eles passam a ser customizáveis, o que facilita o acesso a informação pelo usuário final. A consequência é que a organização passa a ter ferramentas para identificar oportunidades e problemas praticamente no momento em que estão surgindo.

A informação é a chave do sucesso na sua empresa. Se, por um lado, o BI não vai tornar mais tranquilo o mar em que a empresa navega, ele certamente fornecerá todo o sistema de navegação para que ela obtenha mais sucesso.