As ferramentas de Business Intelligence (BI) têm ganhado cada vez mais importância em empresas de todos os tamanhos. Sua adoção é capaz de melhorar o desempenho do negócio e planejar quais os passos mais assertivos para o futuro.

Mas para construir um BI é necessário seguir diversos passos importantes. Ignorar ou não realizar com afinco algum deles pode ser um caminho sem volta para o sucesso de seu projeto.

Entenda, neste post, a importância de cada uma dessas etapas:

#1- Fase de aquisição

Esse é o momento zero do projeto, em que sua empresa vai levantar tudo que for  necessário para o projeto. E isso inclui escolher entre desenvolver a ferramenta internamente ou procurar um fornecedor especializado.

Caso a segunda opção seja a escolhida, contar com o melhor provedor é extremamente importante. Esse fornecedor será o braço direito da empresa durante todos os processos de implantação, concedendo toda a ajuda para que o projeto seja vencedor.  

Uma maneira de decidir o software que mais se adapta é realizando uma Proof of Concept (PoC). Isso garantirá de que o sistema escolhido se adequará 100% ao seu negócio.

Outras características importantes a serem observadas:

  • Escolha uma empresa que seja aliada do negócio, não apenas uma simples vendedora de software;
  • A fornecedora deve atuar como uma aliada interessada no sucesso do projeto, possuindo uma ampla visão de negócios;
  • A ferramenta ideal é aquela que esteja dentro da expectativa financeira da sua empresa e que tenha capacidade de gerar  um bom resultado — em termos de performance e confiabilidade.

# 2- Storage

Após a definição da fornecedora terceirizada - ou da construção interna - é hora de pensar onde as informações serão armazenadas. É necessário realizar uma avaliação que vai determinar qual a melhor solução tanto para armazenamento quanto para a democratização desses dados, ou seja, como você disponibilizará o dado certo, na hora certa, para pessoa correta, como essas estruturas de dados são construídas, em qual periodicidade e de onde vêm essas informações.

O grande objetivo de um storage é fazer o armazenamento inteligente de dados para que não haja um impacto direto na operação. Esse tipo de solução pode ser um Big Data, Data Lake, um banco de dados tradicional, ou até mesmo uma camada de dados proprietária do software escolhido, onde é possível governar e disponibilizar acesso correto para qualquer usuário da corporação.

Hoje começa uma nova tendência de mercado, que seria o catálogo de dados, onde o usuário consegue acessar uma espécie de mercado de dados em um ambiente amigável, onde ele “compra” exatamente o que precisa e em poucos segundo ele tem disponível uma massa de dados para construção de sua análise.

# 3- Preparação e tratamento de dados

Um estudo do instituto de pesquisas BARC (Business Application Research Center) demonstrou o quão essencial é a preparação dos dados. Enquanto os 700 entrevistados tinham uma expectativa de melhorar 50%, na realidade a taxa foi de 60%!

Mas a mesma pesquisa apontou que diversas organizações terão como destino falhar em projetos de BI simplesmente por ignorarem a importância dessa preparação. O motivo? Em muitos casos, as empresas acabam não utilizando o BI pois ele simplesmente só oferece informações sem coerência.

Para não ser refém de um software ineficiente é preciso utilizar técnicas e ferramentas que sejam capazes de prover a integridade dos dados com capacidade de administração eficiente por parte da TI.

Ele é responsável por preparar, formatar e armazenar, tratando os dados que serão utilizados nos dashboards.

A divergência de informações, citada acima, muitas vezes acontece, pois é comum os dados serem oriundos de múltiplas fontes como planilhas de Excel, software de gestão ou de relacionamento com clientes.

Esse processo permite otimizar a geração de relatórios e análise de grandes volumes de dados, facilitando a tomada de decisão. Assim é possível ter uma visão completa, e não apenas fragmentada, da situação da empresa.

# 4- Higienização

Uma pergunta importante a ser feita durante a implantação de um projeto de BI é: Qual o destino de todas as informações geradas pela empresa até hoje? Descartar tudo e começar do zero é praticamente impensável, como também deixar todos estes dados em um ‘arquivo morto’.

Para esses casos a etapa de higienização é a melhor saída. O trabalho consiste em definir parâmetros e depois unificar as informações que estão em diferentes bases: listas de clientes, fornecedores, produtos, informações cadastrais e também transacionais.

Tudo o que é útil será usado no BI: não haverá duplicidade de registros nem informações divergentes. Todos os dados terão as mesmas máscaras, formatações e de preferência, quando possível, a mesma granularidade. As informações certas estarão prontas para serem disponibilizadas no novo sistema, facilitando o seu uso.

# 5- Modelagem

Nesta etapa a inteligência faz toda a diferença. Na modelagem é realizada a filtragem das informações que já sofreram preparação, tratamento e higienização, separando as úteis para o ambiente de negócios.

A modelagem conduz as informações a uma etapa cubista onde os dados poderão ser levados a diversas dimensões. Caso seja escolhida a modelagem dimensional, é importante incorporar uma metodologia ágil como a Scrum ao processo tradicional.

Ela leva em conta as tendências mais recentes de User Experience, permitindo que o usuário acesse os dados de maneira simples e próxima de seu entendimento, com várias perspectivas possíveis, dentre elas o tempo e o espaço.

# 6- Visualização do dashboard com indicadores

Esta é a última parte de um projeto de Business Intelligence, conectando o software  ao repositório de dados. É por essa interface que são disponibilizadas as visualizações inteligentes e dinâmicas, sendo possível até mesmo a geração de relatórios.

Seguir todos os passos acima será a garantia de oferecer uma ferramenta que trará análises conclusivas e não um emaranhado de dados e estatísticas. Um grande diferencial para a tomada de decisão ágil e assertiva.

O intuito de adotar uma solução de BI é integrar todos os dados da empresa, criando uma central de inteligência. Agora que você conhece todos os passos necessários para a  criação de uma ferramenta realmente efetiva, continue lendo o blog da IN1 para conhecer mais sobre o mundo da análise de dados!