Imagine o seguinte cenário: todas as informações da sua empresa estão registradas em um sistema e, sem saber quando nem quem, elas simplesmente são alteradas ou excluídas. É para evitar os impactos que esse tipo de ação pode acarretar nos negócios que a integridade de dados é tratada como assunto primordial.

A integridade dos dados refere-se à confiabilidade e consistência das informações ao longo do seu ciclo de vida útil. Ela tem como objetivo preservar o conhecimento para que nada seja comprometido ou perdido. Prejudicando, assim, todo o planejamento organizacional.

Devido a sua importância, a integridade dos dados é o foco principal de muitas soluções de segurança. Isso porque foram criadas diversas ferramentas de proteção para que o conteúdo disponibilizado em sistemas seja preservado ao máximo.

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Neste artigo, você conhecerá os tipos de integridade de dados e de que forma eles podem ser comprometidos. Saberá, ainda, porque as empresas devem dar uma atenção especial a esse tema.

Quais os tipos de integridade de dados?

Existem dois tipos de integridade de dados, sendo que um deles pode ser subdividido em mais quatro categorias. Confira abaixo quais são:

1 – Integridade física

Esse tipo de integridade de dados é a proteção da totalidade e precisão dos dados, à medida em que são armazenados e recuperados. Ela costuma ser afetada em casos de desastres naturais ou quando hackers interrompem as funções do banco.

Erros humanos e falhas no armazenamento também podem impossibilitar que os usuários obtenham dados precisos.

2 – Integridade lógica

É ela que mantém os dados inalterados, pois são utilizados de maneiras diferentes dentro do banco relacional. Protegendo-os, portanto, contra erros humanos e ataques hackers.

Existem quatro tipos de identidade lógica:

1. Integridade da entidade

Em um banco de dados, existem colunas, linhas e tabelas. Para garantir a precisão das informações, esses elementos precisam ser numerosos, mas, ao mesmo tempo, não devem trazer nada além do necessário.

Os dados, ainda, não podem ser listados mais de uma vez, nem ser nulos.

2. Integridade referencial

Refere-se à série de processos que garante aos dados armazenamento e utilidade uniforme. Com as regras incorporadas ao banco de dados, bem como à criação de chaves de acesso, assegura-se que sejam feitas somente as alterações, adições e exclusões corretas.

As regras podem incluir restrições que:

  • Eliminam a entrada de dados duplicados;
  • Garantem que os dados adicionados são precisos;
  • Vetam a adição de dados que não se aplicam ao sistema.

3. Integridade de domínio

Consiste em uma diversidade de processos que asseguram a precisão de cada parte dos dados de um domínio. Ou seja: são os valores aceitáveis que cada coluna pode conter.

Aqui, podem ser inseridas regras que limitam o formato e a quantidade de informações adicionadas. Se um banco de dados, por exemplo, usar valores monetários para incluir centavos, três casas decimais não serão permitidas.

4. Integridade definida pelo usuário

Há vezes em que as integridades de entidade, referencial e domínio não bastam para proteger os dados. Logo, o usuário pode criar regras para atender suas necessidades particulares e, assim, garantir que as informações estarão protegidas.

Por que é importante manter a integridade de dados?

Se você precisa tomar uma decisão importante, deve se basear nos dados disponíveis sobre o seu negócio. Mas quando eles não são precisos e apresentam duplicidades, o que fazer?

Neste caso, a tendência é que a decisão seja equivocada, provocando prejuízos sérios à empresa.

Logo, a integridade dos dados impacta diretamente na tomada de decisão. Quanto mais claros, confiáveis e consistentes eles são, maiores as chances de dar sucesso nos negócios.

A integridade dos dados também é essencial devido a acessibilidade. É importante acessar as informações no local apropriado e no momento em que se está realizando projeções, ofertas ou apresentações. Quando o acesso não é feito da maneira correta, os caminhos para a concorrência são melhores.

Há, ainda, a questão da rastreabilidade. Verificar todos os pontos de contato criados com o cliente, por exemplo, é primordial. Ou seja: saber quem é o tomador de decisão, informar sobre limitações e desenvolver alertas.

Quanto mais precisos são esses pontos de contato, mais qualificado é o relacionamento entre ambas as partes.

Principais ameaças à integridade de dados

Existem diversos fatores que podem afetar a integridade dos dados armazenados. Os mais comuns são:

  • Erro humano: quando os usuários inserem informações incorretas, duplicam ou excluem dados e, ainda, não seguem os protocolos estipulados pela empresa;
  • Erros de transferência: ocorre quando os dados não são transferidos com êxito de um banco para o outro;
  • Bugs e vírus: malwares e outros programas mal-intencionados podem invadir um computador e alterar, excluir ou roubar dados;
  • Hardware comprometido: falhas súbitas no computador ou servidor e problemas de funcionamento de algum dispositivo são exemplos que podem comprometer o hardware.

Conte com uma ferramenta que mantenha a integridade de dados

Para garantir a segurança das informações, as empresas devem investir em ferramentas que armazenam dados na nuvem. Essa solução elimina os riscos físicos e permite a visualização do conteúdo em tempo real. É importante, ainda, que ela ofereça outros tipos de proteções, como:

  • Validação de entrada: os dados são verificados e validados quando inseridos por fontes e usuários desconhecidos;
  • Remoção de dados duplicados: através da limpeza de dados, elimina informações duplicadas, a fim de torná-las o mais qualificadas possível;
  • Backup frequente: ajuda a evitar perdas permanentes de dados.

Além disso, o ideal é que a ferramenta centralize os processos de captação, organização e análise de dados. Desta forma, o conteúdo fica melhor organizado e é disponibilizado uniformemente para todas as equipes.

Agora que você entendeu a importância da integridade de dados, baixe o nosso infográfico Como migrar sua ferramenta de análise de dados para nuvem.